Ao reabrir as portas em setembro de 2022, a tempo das comemorações do Bicentenário da Independência do Brasil, o (novo) Museu do Ipiranga deverá ser exemplo de “acessibilidade plena” no país –conceito que abrange, além do aspecto físico (ou arquitetônico), o comunicacional, atitudinal, cognitivo e social. Afinal, todos os tipos de público, com e sem deficiência, em sua diversidade, podem ser usuários de diferentes recursos de acessibilidade.
Para isso, experiências sensoriais e de mobilidade ganharam destaque na reforma, que proporcionará aos visitantes uma área de 5.456 metros quadrados, com um novo piso no subsolo e um mirante no topo do prédio. Ao todo, estão previstas 3,5 mil obras estrategicamente acomodadas em 49 salas.
Um grande diferencial na concepção do novo Museu do Ipiranga foi a intensa participação de pessoas com deficiência física, visual, auditiva e intelectual nos processos de validação dos recursos de acessibilidade. A educadora Denise Peixoto, responsável pelo projeto de acessibilidade do museu, ressalta que essas considerações estiveram no centro do projeto desde o início da obra, e que serão inseridas naturalmente no local e nas exposições, mas que não haverá áreas ou atrações específicas para pessoas com deficiência. Ou seja, o caminho aqui é o oposto do que costumamos ver em muitos empreendimentos –seja ele cultural, educacional ou esportivo—, já que os recursos de acessibilidade estão sendo validados por cidadãos com alguma deficiência, mas serão oferecidos ao público em geral.
Experiência sensorial e de mobilidade
Entre as novidades do museu, há a instalação de três elevadores customizados (foto abaixo) –bem amplos e com portas duplas abertas para lados opostos—, que vão garantir acesso aos diferentes pisos e servirão a todos os usuários, sem exclusividade ou preferência.

Já o acesso ao mirante, que ficará sobre o terceiro andar, se dará por escada comum e plataforma elevatória vertical. Nesse terraço, a céu aberto, de onde será possível observar uma extensa área da cidade, haverá uma tela tátil para reproduzir a paisagem ao redor.
Também farão parte do acervo permanente 379 obras com recursos de acessibilidade, como telas táteis e reproduções em metal e dioramas (maquetes tridimensionais feitas a partir das obras).
O novo Museu do Ipiranga ainda contará com piso podotátil ao longo de toda a sua extensão, além de plantas táteis do museu e de cada ambiente (com texto em linguagem acessível e apresentação simplificada).
Haverá também um sistema com vídeos em Libras e legendas em português e inglês, além de um audioguia com áudiodescrição, inclusive das trilhas, que poderá ser acessado por equipamentos do próprio museu ou por um webaplicativo diretamente pelo smartphone do visitante.
Para saber sobre mais detalhes do projeto do Novo Museu do Ipiranga, acesse http://museudoipiranga2022.org.br/.
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