Como aumentar a concentração nos estudos

Como aumentar a concentração nos estudos

Por Helton Moraes Vieira da Silva*

Você sabia que a falta de concentração nos estudos é uma das queixas mais relatadas pelos estudantes atualmente? Mesmo antes da quarentena, muitos alunos já relatavam o problema. Com o isolamento provocado pela pandemia, essa dificuldade se potencializou.

Neste artigo, vamos apresentar 3 dicas para melhorar sua concentração nos estudos. Além disso, você vai aprender a aplicar essas habilidades na prática e vai entender por que é tão importante dominar esse assunto.

Como exemplo, vamos conhecer a história da aluna Ana Paula.

Ana Paula é uma estudante que está cursando o ensino superior e, nesse primeiro semestre, está com muita dificuldade de concentração nos estudos, porque não está conseguindo se adaptar ao modelo com aulas remotas. Ela também não está conseguindo revisar os conteúdos após as aulas.

Todo os dias, Ana tenta revisar as disciplinas, mas parece que o tempo passa muito rápido e, a cada 5 minutos, alguma coisa tira sua concentração. Como consequência, Ana fica ansiosa, pois não está dando conta de revisar as matérias e o tempo de estudo não está sendo produtivo.  

Diante da situação, Ana pediu ajuda ao coordenador do seu curso, explicando que estava enfrentando dificuldades para manter a concentração nos estudos. Após ouvir a queixa, o coordenador indicou a ela um site profissional sobre habilidades de estudos, onde vários especialistas como psicólogos, psicopedagogos e pedagogos publicam dicas sobre o assunto específico no qual Ana tinha dificuldade.

Ana leu a maioria dos artigos sobre dificuldade de concentração nos estudos e então começou a colocar em prática 3 dicas:

1ª dica: Ter um local específico para estudar. Isso vai ajudar a eliminar vários estímulos que estavam concorrendo com o estudo como, por exemplo, sons externos e pessoas passando ao redor

Antes de conhecer essa dica, Ana estudava cada dia em um local diferente dentro da sua casa, uma hora estava na sala, no quarto, na cozinha ou na varanda.

Para resolver o problema, ela decidiu criar um “cantinho do estudo” no seu quarto. Além de ser o local mais silencioso da casa, as pessoas não ficavam passando por perto o tempo todo.

2ª dica: Avisar as pessoas que moram em sua casa a respeito dos horários em que você vai estudar. Seguindo essa dica, Ana não será incomodada durante as aulas e revisões de estudo e o ambiente ficará mais silencioso durante esses horários.

Antes de adotar a dica, Ana estudava em vários locais, onde as pessoas passavam perto dela fazendo barulho ou a chamavam para pedir alguma coisa. Com os outros moradores da casa avisados sobre os horários de estudo, Ana começou a se concentrar melhor durante as aulas e as revisões.

3ª dica: Elimine as notificações do celular e notebook. A maioria dos celulares e notebooks conta com a função “não perturbe” ou “modo foco”. Mesmo para os dispositivos que não têm essas opções, é possível baixar apps que silenciam as notificações.

Dica bônus: se você estiver conversando com alguém pelas redes sociais avise que em determinado horário você não poderá dar atenção a ela, pois estará estudando.

Antes de Ana conhecer essas dicas, ela não avisava suas amigas que estava estudando. Assim, a todo momento ela recebia mensagens e até notificações do Facebook e do Youtube, que tiravam sua atenção. Quando passou a adotar essas dicas, Ana notou que suas amigas não ficavam mais ansiosas com a demora nas respostas. Agora elas sabem que em determinados períodos Ana tem compromisso com seus estudos.

Aplicadas diariamente, as dicas ajudaram Ana a melhorar sua concentração e passou a recordar mais facilmente os assuntos abordados em aula. Como resultado, Ana obteve um melhor desempenho nas avaliações.

Assim, é importante lembrar: a forma e o lugar onde o ambiente de estudos é organizado pode ser determinante para se manter focado e concentrado.

Por fim, caso você continue apresentando dificuldade de concentração nos estudos, procure ajuda de um especialista.

*Helton Moraes Vieira da Silva é psicólogo e agente educacional do Programa de Educação Inclusiva da AME

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